Editorial

Parece brincadeira de “manja” com a Justiça Eleitoral o que fazem os “candidatos” já lançados pela aí. Mas só quem fica “preso” na brincadeira é a própria Justiça, porque os candidatos são mais espertos e ágeis que ela.

Essa turma “dá show de bola” na “Vênus-cega-segurando-a-balança”.

Seja em seus sites, com decalques manjados em automóveis, em out-doors, em faixas e cartazes, em festas populares, em inaugurações, etc., colocam seus nomes de maneira afrontosa, sem a menor preocupação, omitindo apenas o cargo e a expressão “2008”, porque aí já seria demais…

Afora os já manjados “programas” de TV em que os “apóstolos da desgraça” se fazem passar por paladinos da “justiça”, passando uma falsa imagem de tudo poder resolver, “esculhambando” com os governantes e administradores públicos, como se fizessem melhor estando em seus lugares…

Muitos destes hoje já ocupam o outro lado do balcão e nada fizeram!

Mas a Justiça Eleitoral, nesses casos, não faz sua longa manus alcançar esses enganadores da boa fé do povo. Por que setá? Será por falta de recursos financeiros para fiscalizar? Será por falta de “provocação” do MP e dos Partidos? Ou será por falta de vergonha?

Todos os anos eleitorais surgem aqueles nomes não se sabe de onde ou o que pretendem, estuprando nossos olhos e nos deixando aquela pergunta no subconsciente: – o que pretende esse aí? Qual cargo quer disputar? Por que quer se fazer evidente?

Como perguntar não ofende, repassamos essa questão a “quem de direito”, ao TRE, ao MP, aos Partidos.
Daqui da nossa posição, faremos o que for possível para flagrar esses espertinhos e encaminhar a esses possíveis interessados, de graça, apenas pela vontade de ver a justiça se fazendo, a fim de subsidiar ações de abuso de poder e de propaganda fora de época, dissimulada, mas propaganda eleitoral.

As inaugurações e os palanques armados pelos governantes, logo antecedendo as eleições, é um abuso ainda mais dificil de combater porque envolve pessoas no exercício do Poder. Por isso mesmo é mais grave.

Por isso mesmo deveria ter o combate mais eficaz porque torna a disputa desigual.

A direito de prestar contas é na verdade um dever. Para isso, os governantes deveriam se valer dos balanços sociais de suas administrações e utilizar a estrutura “normal” de comunicações sociais disponíveis e não concentrar essas inaugurações, esses serviços, essas benesses, enfim, seus “sucessos” administrativos para próximo das eleições.

Se assim o fazem é porque sabem que “o eleitor não tem memória” ou “tem memória curta”. Paciência tem limite!

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