Vocação turística do favelão Manaus – por Anhanguera

Este é um ano politiqueiro, então virá politicalha da boa por aí, quando o horário gratuito da TV for liberado.

E podem esperar palhaços contando piadas de todos os tipos, idiotas falando asneiras, safardanas proferindo mentiras cabeludas e um ou outro trouxa, idealista, dizendo que vai transformar Manaus na “Veneza do Terceiro Milênio”, no “Rio de Janeiro das Selvas”, ou na “Florianópolis do Equador”. Na verdade, já disseram e prometeram tudo isso antes, mas que Manaus temos hoje?

Ao invés de uma cópia da famosa “Veneza”, temos uma Manaus cortada por igarapés transformados em esgotos a céu aberto. Ao invés de uma nova “Cidade Maravilhosa”, a Manaus de hoje não passa de um favelão desorganizado e impossível de remediar. E quanto a imitar a turística Floripa… nem que a vaca dance frevo! E quem não for cego nem burro, me acompanhe e depois, se eu não tiver razão, pode xingar a mamãe.

A própria, é claro!

É que, de tanto querer parecer-se a outras cidades (Paris das Selvas, Veneza Brasileira, Capital do Carnaval, Floripa do turismo internacional, etc.), Manaus acabou descaracterizada, não tem nada dela mesma, nada regional, nada digno de ser mostrado ao mundo, nenhuma atração capaz de trazer os turistas para gastarem a grana deles aqui. Alguém pode provar o contrário?

Portas do Inferno – A principal “porta de entrada” dos turistas em Manaus ainda é o secular “Roadway”, o porto de Manaus, e logo adiante dele temos a principal praça e a histórica catedral católica da capital do Estado do Amazonas. Não parecem nada com a “sala de visitas” de uma cidade progressista mas sim, com alguns dos piores aglomerados populacionais da África ou de países subdesenvolvidos, como Bangladesh depois da passagem de um tufão, ou um campo de refugiados. Ao chegar a Manaus, qualquer turista imagina haver chegado às portas dos infernos!

O Roadway e todos os seus espaços, além de parecerem labirintos, são imundos, desorganizados, bagunçados, freqüentados por prostitutas, assaltantes e cheira-cola, a barulheira é infernal e ninguém entende ninguém, os guardas não fornecem informações e por sinal, são extremamente brutos e arrogantes.
Se o turista acertar sair do Roadway e meter a cabeça pra fora dos limites dos armazéns, pensará que desembarcou em Serra Pelada, tamanha a confusa mixórdia vigente na Praça da Matriz, com seus camelôs, peixeiros ao ar livre, crateras cheias de lama fétida, latas-velhas fumarentas apelidadas de “ônibus” (“500 ônibus novos. Eu sou um deles”. Nem no da anta!), nenhum policial à vista e assaltos ocorrendo à luz do dia. Manaus favelada – Aí, o turista sai do centro e vai “conhecer a cidade”. Que cidade? Não tem “cidade”, Manaus só tem favela!

É uma cidade de crescimento desordenado, inchada, sem planejamento, sem administração pública. Obras de remendos, ou monstrengos atravancando vias públicas, trânsito caótico, sem lei, avacalhado, sem fiscalização, com aberrações. As ruas sem calçadas, ou as poucas calçadas existentes servem para estacionar carros em cima delas atravancando o tráfego de pedestres. Manaus com poucas praças e as que existem, com bancos ao sol. Manaus, favela sem luz, sem água, sem esgoto, sem escola, sem postos policiais nem de bombeiros, sem saúde, entregue à própria sorte. Ou entregue aos bandidos. Os de dentro e os de fora do poder, inclusive, do municipal.

Poucas atrações – Hoje em dia, ninguém pode dizer que Manaus tem “espaços turísticos”. Se tem, ninguém sabe aonde ficam e talvez só existam na cabeça cheia de fezes dos nossos politiqueiros. Tem só o Amazonas Shopping e o Millenium. Mas esses, não são exatamente espaços de lazer e sim, apenas comerciais e nenhum turista vai vir de Tóquio, Londres, Nova Iorque, ou São Paulo, pra ver shopping. Isso tem por lá às pencas e melhores que os nossos.

O turista quer ver “belezas naturais”. Mas, onde as verá em Manaus? No imundo e mal-cheiroso parque do Mindu? Na atravancada praia da Ponta Negra, onde ninguém mais consegue ver o rio Negro devido à favela de barracas, barraquinhas e barracões espalhados pelo local? Local por sinal que não é policiado com seriedade, pois os assaltos e agressões acontecem ali gratuita e diuturnamente?

São essas, as “atrações” de Manaus? É só isso que Manaus tem a oferecer aos turistas? Ou nossos homens e mulheres públicos acham que devemos imitar as miseráveis capitais do Nordeste apelando para o sexoturismo, a fim de atrairmos os turistas e a grana deles para cá?

Se for isto e neste caso, pergunta-se: Nossos homens e mulheres públicos estarão na “linha de frente” dessa iniciativa e vão botar o deles, o delas e dos parentes, afiliados e aspones na reta para brindarem a turistada, oferecendo-lhes sexo farto, total e barato?

É esta a fama que eles querem para Manaus? Pensem nisto, eleiotários… digo: eleitores!

Finalizando, ninguém exige que o prefeitão e nossos “nobres vereadores” desçam do Olimpo pra olharem os defeitos desta cidade que fingem administrar.

Contudo, será que alguns dos seus milhares de aspones pagos regiamente com a nossa grana, não poderiam fazer isso por eles?

Ao menos pra fazerem fuxico. Única coisa que aspones sabem fazer e que políticos acolhem com desenvoltura.

Além das costumeiras maracutaias, é claro!

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