Aconteceu – Ed. 62

Na mesa ou no tanque?

A produção de biocombustíveis a partir do milho pode ameaçar a segurança alimentar na América Latina e no mundo

No início do inverno de 2006, produtores rurais e economistas dos Estados Unidos iniciaram uma discussão para saber qual seria o impacto na economia global com a destinação de milho para a produção de etanol, biocombustível para substituir ou ser misturado aos derivados de petróleo para abastecer veículos.

Os produtores rurais rapidamente perceberam que, com o aumento dos preços do petróleo e o crescimento da demanda por milho, os preços iriam subir, o que torna plantar milho um bom negócio.

E quando uma commoditie sobe no mercado americano, a tendência é que o efeito se espalhe por outras commodities agrícolas, como o trigo, o arroz e demais produtos que cumprem papel essencial na segurança alimentar.

O alerta sobre os impactos negativos da destinação do milho para a produção de combustível foi feito, então, por Lester R. Brown, especialista em agricultura e presidente do Instituto de Políticas da Terra, de Washington. Ele acredita que não é possível abastecer a cadeia do milho, que inclui o fornecimento de matéria-prima para a produção de alimentos industrializados e rações animais, e ainda assim produzir etanol para mover motores de automóveis.

Ainda em 2006, Joachim Von Braun, diretor do Instituto de Pesquisas em Políticas Alimentícias dos Estados Unidos, fez o alerta de que mesmo uma pequena mudança nas políticas agrícolas poderia ter efeitos nefastos na produção de alimentos, porque “vai criar a disputa entre automóveis e pessoas com fome”, disse ao New York Times. Outro fator de alta é o crescimento dos mercados de consumo na Índia, China e Brasil, entre outros países em desenvolvimento, onde mais gente passou a ter acesso à comida diariamente.

No Brasil, a produção de álcool para veículos é feita a partir da cana de açúcar, uma tecnologia que vem sendo dominada desde os anos 70. Nas cidades brasileiras, a discussão sobre a utilização de biocombustível já é feita nos postos, onde cada motorista que tem um carro flex faz a conta para ver qual o melhor custo benefício entre o álcool e a gasolina. E os que já assumiram algum compromisso ambiental, abastecem sempre com biocombustível para reduzir seu impacto no meio ambiente global. A reunião da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), que aconteceu em Brasília de 14 a 18 de abril, fez um alerta de que a produção de biocombustíveis a partir de cultivos agrícolas importantes para a alimentação pode ser um risco para a segurança alimentar das populações mais pobres do mundo.

Falar na utilização de milho para a produção de biocombustíveis na América Latina é considerado uma verdadeira heresia. A maior parte das culturas das Américas utilizava o milho como alimento antes do descobrimento e, ainda hoje, é a base da alimentação principalmente no México, na América Central e nos países andinos. O primeiro sinal da crise de aumento nos preços de commoditties agrícolas na região veio da Argentina, onde a alta dos preços internacionais fez com que os produtores destinassem a maior parte da produção para os mercados internacionais, deixando o mercado interno desabastecido. A partir daí, o debate sobre a disputa mesa x motores ganhou corpo em todo o mundo.

Se não têm arroz, que comam batatas

Quando uma multidão de camponeses famintos se queixava da escassez de pão na França do século 17, a rainha Maria Antonieta fez um comentário que ficou na história: “Que comam brioches”. Os historiadores polemizam sobre essa declaração de aparência cruel. Alguns alegam que foi mal citada ou mal traduzida. Entretanto, não houve ambigüidade nas declarações atribuídas ao comandante do exército de Bangladesh e chefe do governo interino, general Moeen U. Ahmed, que recomendou aos seus compatriotas que, se não têm arroz, deveriam comer batatas.

Enquanto a crise alimentar continua se expandindo por todas as nações em desenvolvimento, o preço do alimento básico dos cerca de 150 milhões de habitantes de Bangladesh aumenta: somente em março subiu 87%, segundo o Programa Mundial de Alimentos (PMA). Bangladesh, que espera produzir cerca de oito milhões de toneladas de batatas este ano – foram cinco milhões em 2007 – foi pragmática, ao passar de um alimento básico para outro.

O rancho dos soldados de Bangladesh agora inclui 125 gramas de batatas diariamente, “independente de sua patente”, disse o general Ahmed em almoço com diretores de jornais em Dhaka, no mês passado. Segundo o jornal Daily Star, da capital, nessa ocasião, o cardápio incluiu batata frita, sopa de batata, batata com espinafre, pudim de batata e outros pratos à base desse tubérculo. Um jornalista disse que os cozinheiros do exército, ao final de um dia esgotante na cozinha, ficaram sem receitas.

Coincidentemente, a Organização das Nações Unidas comemora o Ano Internacional da Batata, numa tentativa de “aumentar a consciência sobre a importância” desse produto “como alimento nas nações em desenvolvimento”. Bangladesh, na lista da ONU dos 50 países menos adiantados do mundo, sofreu duas graves inundações e um ciclone que destruíram cerca de três milhões de toneladas de grãos no ano passado. O governo desse país tenta conter os efeitos de uma fome de alcance planetário.

Retomadas as obras do Mercadão

O prefeito Serafim Corrêa entregou no dia 28 de abril, a ordem de serviço para a retomada das obras de restauração do Mercado Adolpho Lisboa pela construtora Bio Verde Engenharia Ltda. Paradas há mais de seis meses, a previsão de conclusão das obras está marcada somente para o mês de novembro.

“Depois de muitos impasses, daremos início às obras de restauração do Mercado Adolpho Lisboa e esperamos que não surja nenhum outro obstáculo. Agora nós vamos trabalhar com prazo de 210 dias para que ao final, possamos devolver o mercado aos permissionários, à população de Manaus e aos turistas”, disse o prefeito Serafim Corrêa.

O termo de reinício das obras foi entregue pelo prefeito no próprio mercado. Participaram da solenidade os permissionários, secretários municipais, o senador Jefferson Péres (PDT) e vereadores da base aliada.

As obras estavam paralisadas desde outubro passado, por conta de um impasse com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) que não concordava, entre outros aspectos, com a substituição do piso de pedra de liós por cerâmica industrial. A solução chegou no fim na semana passada, com a intermediação do Ministério Público Federal.

Com o atraso do restauro, orçado em R$ 5,3 milhões, a Prefeitura fará ainda um aditivo de custo. O valor ainda não foi calculado, mas o município espera tê-lo dentro de dez dias.

Enquanto as obras do mercado são retomadas até o inicio da próxima semana, a Prefeitura espera contratar a empresa que vai reconstruir os boxes da feirinha improvisada anexa ao mercado que pegou fogo na semana passada, informou o secretário especial de Articulação Política, Fernando Huber.

Prefeitura convoca mais 118 aprovados em concurso

O prefeito Serafim Corrêa nomeou mais 118 aprovados em concurso público para assumir os cargos na Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). A nomeação foi publicada na edição desta segunda-feira, 28l, do Diário Oficial do Município (DOM).

Os concursados vão ocupar os cargos de agente comunitário de saúde, assistente em administração, cirurgião-dentista, enfermeiro, farmacêutico, farmacêutico-bioquímico, fisioterapeuta, clínico-geral, psiquiatra, psicólogo, rádio-operador, telefonista, terapeuta ocupacional e técnico em contabilidade.

Os convocados devem comparecer no prazo de 30 dias à Secretaria Municipal de Planejamento e Administração (Semplad), localizada à Rua São Luís, 416 – Adrianópolis, 3º andar, sala 301, das 8 às 14 horas, para procedimentos pré-admissionais em conformidade com o Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Manaus.

Durante esse período os concursados podem pedir prorrogação de posse por um mês e após esse prazo ainda podem tomar posse e pedir prorrogação de exercício (não-remunerada) por mais 30 dias.

Viabilidade

da plantas medicinais

avalidada

A Embrapa Amazônia recebeu no dia 24 de abril, uma comitiva de Havana (Cuba), liderada pelo médico Roberto Reyes Lorente e acompanhada por Luís Amadeu Teixeira (Bioamazonas). O assunto da reunião foi a possível parceria entre a Embrapa e a Bioamazonas para o estudo de viabilidade econômica do plantio de seis espécies de plantas medicinais a serem cultivadas no Estado do Amazonas.

As plantas servirão de matéria-prima para a fabricação de medicamentos fitoterápicos usados no tratamento da enxaqueca (migrâmia precol e migrâmia menstrual), uma doença que ataca 15% da população mundial.

Após uma apresentação institucional focada nas pesquisas desenvolvidas pela Embrapa, os visitantes acompanharam o pesquisador Francisco Célio, responsável pelos estudos com plantas medicinais, aromáticas e condimentares, ao Laboratório de Plantas Medicinais e Fitoquímica, onde são realizadas extrações de óleo essencial e de extratos de plantas. Em seguida, conheceram os plantios de pimenta-do-reino, sacaca, caapeba,

cipó-alho, crajiru, dentre outras espécies.

Segundo Amadeu Teixeira, o interesse da visita era coletar informações junto à Embrapa e demais instituições de pesquisa, sobre a viabilidade econômica das espécies que a Bioamazonas pretende cultivar no Amazonas. Um engenheiro agrônomo de Cuba também fazia parte da comitiva.

A Bioamazônia tem convênio com o laboratório cubano Farmacuba, que tem interesse em implantar no Estado uma fábrica de fitoterápicos a partir de plantas que deverão também ser plantadas na região. Os medicamentos, segundo Teixeira, serão comercializados em toda a América do Sul.

Semsa cadastra mais de 90 mil hipertensos

O Programa de Combate à Hipertensão da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) possui mais de 90 mil pacientes cadastrados e está aberto a novas inscrições, bastando para isso que os interessados procurem qualquer unidade de saúde do município para aferir a pressão e em seguida cadastrar-se no programa.

Orientação neste sentido foi feita pela médica Luiza Anne Sicsú, responsável pela Equipe Técnica de Controle da Hipertensão e Diabetes, ao participar na manhã de terça-feira, 29 de abril, do programa Bom Dia Amazônia, da TV Amazonas, canal 5.

Sicsú falou sobre as ações de combate à hipertensão em Manaus e nas formas como a doença, considerada crônica e degenerativa, podem afetar o portador. “As pessoas, muitas vezes tratam dos sintomas e pensam que estão curadas, mas a hipertensão não tem cura”, afirmou. De acordo com a médica, o hipertenso pode ter uma vida saudável mudando os hábitos alimentares, praticando exercícios físicos e tomando a medicação receitada pelo médico.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s