Editorial

O liberalismo econômico que se iniciou com Adam Smith por volta de 1.760, teve seu dêbacle nos anos de 1930, quando do crash da bolsa de Nova York, pondo a economia americana e mundial de joelhos.

A economia internacional foi dominada pela Inglaterra desde os primórdios da economia de mercado, so final da Idade Média e, mais ainda, após a primeira Revolução Industrial no Século XVIII, até a I Guerra Mundial, entre 1914-18.

A Europa saiu do conflito arrasada e a economia americana iniciou seu processo de dominação. Com a economia americana pujante, crescendo a trote rápido, as ações das suas companhias em bolsa subiam sem parar, até fugirem à realidade, causando a crise da bolsa em 1929 que durou dez anos.

Após a II Guerra Mundial, passou a ser a economia dominante, impondo a sua moeda, o dólar, como moeda internacional em substituição à Libra Esterlina inglesa, após os acordos de Breton Woods. Desde então, a economia internacional passa por crises sistêmicas, todas elas ligadas direta ou indiretamente à economia americana.

Na crise de 1973, a causa foi o constante déficit da balança de pagamentos americano, principalmente em razão da guerra do Vietnã e da agressividade do Japão e dos tigres asiáticos.

Nas crises energéticas do petróleo, em 1975 e 1979, novamente o mundo foi engolfado em sérios problemas de inflação déficits de balança de pagamento da maioria das economias do mundo, que se viram em recessão e inflação galopante.

Sempre que a economia americana entra em crise, o mundo também entra em razão do atrelamento da moeda americana, e portanto de sua economia, ao resto do mundo, como bem previu Lord Keynes ainda em Breton Woods em 1945.

Tivemos, sucessivamente, as crises do México, as do Japão e dos Tigresasiáticos, a da Rússia, a da Argentina, do Brasil e ooutras menores.

Em todas essas crises o FED – Banco Central dos EUA, teve um papel central tanto na origem da crise quanto na sua debelação. Ora por falta de controles, ora por excesso, essas crises sempre têm em sua raiz a maior ou menor liberdade dos agentes econômicos agirem.

Desta vez também faltou mecanismos de controle dos famosos papéis “subprime” vendidos em bolsa, que nada mais são que a transformação das dívidas oriundas das hipotecas, que foram dissenminadas mundo afora.

Some-se a isso a baixa produção de alimentos e se tem gasolina e fósforo. Quem apagrá a crise? Os EUA.

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