Eduardo e Serafim ardem na fogueira das vaidades

Entre Serafim e Braga, coexiste “a fogueira das vaidades”, como aquela descrita pelo jornalista do Herald Tribune, Tom Wolf, em uma divertida sátira sobre o poder dos ricos e políticos

ue bom que o governador Eduardo Braga (PMDB) – é claro que de olho na sucessão municipal – tenha chamado o prefeito Serafim Corrêa (PPS) às falas e lhe dado uns bons puxões de orelha por causa dos buracos, dos buraquinhos e dos buracões espalhados de norte a sul e de leste a oeste da cidade.

Que bom, também, que o prefeito Serafim Corrêa, de olho na sucessão municipal de outubro próximo, tenha chamado o governador Eduardo Braga às falas e lhe dado uns bons puxões de orelha por conta dos buracos do bairro de Nova Vitória, na zona leste, e de uma série de desmandos até então ignorados pela opinião pública.

Que bom, enfim, que entre o prefeito Serafim Corrêa e o governador Eduardo Braga coexista “a fogueira das vaidades”, como aquela descrita pelo jornalista do Herald Tribune, Tom Wolf, em uma divertida sátira sobre o poder dos ricos e políticos, e como esse poder é utilizado para abafar os podres em suas vidas pessoais.

Pelo menos assim Manaus é tratada com o mínimo de respeito e como cidade que garante 90% da arrecadação de todo o Estado, estimada R$ 8 bilhões, capaz de causar inveja a grande maioria dos estados brasileiros e de acalentar os bons sonhos dos governantes do estado e do município.

Possivelmente sabrecado, ardido, chamuscado ou seja lá o que for, não só pela vaidade, mas também pelas supostas práticas de “farra aérea e criação de bois” na fazenda do amigo acreano Jorge Bittar, além de pagamento por obras fantasmas, denunciadas pelo senador Arthur Virgílio Neto (PSDB), Eduardo Braga, diz que iniciou verdadeira “revolução” tapa-buraco, entupindo Manaus de “amarelinhos”.

Notícia sem dúvida alvissareira.

Afinal, como disse o governador, Manaus virou uma “tábua de pirulito” e que, por esse motivo, deixou e ser “cidade sorriso”.

Neste caso, apesar de todas as vaidades, Eduardo tem razão. Somente uma revolução tapa-buraco pode tirar a cidade dos buracos e devolver a Manaus o título de cidade sorriso. Resta, agora, torcer para que não faltem lenha e fogo na fogueira.

Mas se faltar, não tem problema.

Do outro lado está o prefeito Serafim Corrêa, de fole na mão, ardendo de ciúmes porque, por pura inoperância ou estrabismo administrativo, perdeu terreno para o governador, que não deu a mínima na hora em que decidiu invadir a praia do alcaide.

E para não perder mais terreno ou eleitores, o prefeito acelerou o passo e mandou produzir um filmete que, pelo seu conteúdo de muito mau gosto, beira o grotesco.

Mas tudo bem. O que vale é que a cidade, pelo que dizem os dois governantes, vai melhorar ou pelo menos vai ficar com menos buraco.

Isso é o que se sabe.

O que não se sabe é como vão ficar as denúncias partidas de ambos os lados.

O que disse o prefeito Serafim Corrêa:

1. Há um ano, o governador mantém um programa com o dinheiro público para ironizar a mim, para ironizar pessoas e até secretário dele. Em nome da unidade da base do presidente Lula, faço de conta que não é comigo. Mas ele sempre vem com uma ironia. Então agora, basta. Se ele mandar flores eu devolvo flores. Se ele mandar pedra, eu devolvo pedra.

2. Ele vem com essa história de buracos. Vão começar tapando buracos do Nova Cidade. O asfalto é desse tamainho, lá. Do João Paulo II é desse tamainho, lá.

3. O presidente Lula deu dinheiro para ele construir um conjunto e tirar o povo do Nova Vitória… Ele não construiu o conjunto. O presidente Lula deu as terras para ele regularizar e usar esse dinheiro para urbanizar o Nova Vitória. Ele não urbanizou e agora vai ao Nova Vitória para dizer que a culpar é minha? Basta.

4. Depois ele veio com essa história de dizer que vai resolver o problema de água. Não. Quem está resolvendo a água sou eu. São 40 anos sem investimento na água, 40 anos sem um metro de adutora. Quem topou esse desafio fui eu que paguei todos os preços.

5. Eu sou aliado do presidente Lula desde 89. Eu nunca apoiei o Collor. Eu sempre fui Lula. Portanto, eu não sou pára-quedista que chegou agora.

6. A revista Veja que está aí já veio falando de propaganda irregular em Manaus. Quer dizer que o governador se acha no direito de fazer propaganda eleitoral? Ele usa esse programa com o dinheiro do povo para fazer propaganda eleitoral. Isso é um abuso.

7. Ele não seria governador se não fosse eu, se não tivesse apoiado ele. Ele não seria governador sem o apoio do Alfredo. Aí, no dia seguinte, reeleito, ele passa agredir a mim, passa a agredir ao Alfredo, ironiza o Alfredo sempre que pode. No entanto, o Alfredo mandou dinheiro para ele fazer 11 portos e ele não fez nenhum dos 11 portos no interior.

O que disse Eduardo Braga:

1. Manaus ta igual a uma tábua de pirulito

2. O Nova Cidade é só buraco

3. Vou encher a cidade de amarelinhos

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