Embrapa vê na floresta energética solução para olarias

Projeto tem a finalidade de atender à demanda por lenha, de forma contínua e sustentável, e diminuir a pressão sobre as florestas nativas

A Embrapa Amazônia Ocidental pesquisa duas espécies vegetais para evitar o desmatamento da floresta nativa e fornecer uma produção de lenha de forma sustentável para a indústria oleira nos municípios de Iranduba e Manacapuru. Trata-se de um tipo de bambu e da acácia-peba, cujos resultados experimentais mostram que essas espécies apresentam o melhor desempenho no crescimento em altura e em diâmetro, possuindo ainda grande potencial energético.

O projeto, batizado de florestas energéticas, tem a finalidade de atender à demanda por lenha de forma contínua e sustentável e diminuir a pressão sobre as florestas nativas. O estudo busca alternativa ao uso sistemático da floresta, que é usada para abastecer os fornos das olarias existentes nesses municípios, onde está situado o principal pólo oleiro do Amazonas.

Com o uso da madeira nativa, o setor consome em média 3,3 metros cúbicos de lenha por milheiro de tijolo produzido. Esse consumo é reduzido para 0,8 metro cúbico de lenha quando se utiliza acácia peba. A Embrapa espera, como produto final da pesquisa, determinar todos os índices técnicos para recomendar um sistema de produção florestal com fins energéticos e atender à demanda por lenha de forma contínua e sustentável.

O uso dessa tecnologia resultará em impacto positivo para a economia da região, com a conseqüente redução das taxas de desmatamento nos municípios e o estabelecimento de florestas energéticas em regime de produção sustentável. O pólo oleiro dos municípios de Iranduba e Manacapuru é o maior consumidor de lenha no Estado do Amazonas, abastecendo com telhas e tijolos todo o mercado de Manaus.

Nessa região, o recurso florestal utilizado como lenha ainda provém do extrativismo desordenado das florestas primárias ou secundárias, onde não se aplica nenhuma técnica de manejo, o que faz com que a floresta primária, comercialmente aproveitável, se torne cada vez mais inacessível. As pesquisas indicam que é possível produzir lenha de forma sustentável a partir de plantios homogêneos, diminuindo a pressão sobre as florestas nativas.

Segundo a Embrapa, o uso desta tecnologia resultará em um impacto positivo para a economia da região, com a conseqüente redução das taxas de desmatamento nos municípios. Dados do Sebrae mostram que, dos diversos ramos de indústrias do setor primário instaladas em Iranduba e Manacapuru, a atividade oleira desempenha papel de destaque na economia local.

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