Padre voador, travestis, fenômeno, incesto e PAC – por Jorge Laborda

Quem soltou aquele padre doido de algum hospício, tem culpa na sua morte. Como deixam um maluco voar com balões de festa de criança amarrados uns aos outros, com um celular sem bateria que teria de ser usado para ligar para alguém caso houvesse necessidade de ele aprender a usar o GPS, que não sabia usar? E saiu sob os aplausos dos fiéis da sua congregação, rezou uma missa, amarrou-se aos balões e subiu como Jesus, aos céus. E isso tudo filmado pelos malucos que aplaudiam. E com um agravante. O vento, sem ninguém se preocupar com isso, estava indo em direção contrária a que ele planejava voar, estava indo em direção ao alto mar e formando uma puta tempestade. Deviam ser todos internados. O padre voador, os fiéis aplaudindo, e quem filmou a presepada. Conseqüência: encontraram pedaço de balão até no Amapá. O corpo nada.

O Ronaldinho Fenômeno trocou a Raica, uma deusa belíssima que qualquer mortal daria alguns trocados pra comer, por três travestis de quinta, de esquina. Bichinhas pobres mesmo, michê. E ainda diz na policia que não notou o pomo de adão, o pezão 44, o cavanhaque malfeito e a voz anasalada. E nega que tinha usado pó e maconha. Devia está doidão ou gosta mesmo de traveco, pega logo três. Quantidade não é qualidade. E ainda queria dar pino.

No caso do seqüestro, seguido de estupro e incesto, na rica e desenvolvida Áustria, a imprensa ressaltou o incesto, não a violência pura de um pai psicopata que aprisiona a filha por 23 anos e a submete a tortura e violência sexual. O que fica na cabeça das pessoas e da imprensa é o incesto. Nossa sociedade é incestuosa, e, hipocritamente, abomina até a palavra. Existe incesto sem violência. Comer amiga é um tipo de incesto. Eu não gosto de comer inimigas.

O traficante carioca que domina o Complexo Pavão-Pavãozinho, na zona sul do Rio, chamado carinhosamente de Pitbull, foi preso nesta semana, e com ele, encontrado um crachá de vigia de obra do PAC. E legítimo, ele tava realmente recebendo um salário como vigia. Essa, talvez, seja a solução final para o problema do tráfico nos morros cariocas. Empregar todo mundo de vigia. Pra vigiar paiol de armas e drogas.

Eu ia falar da boneca que a policia paulista ia atirar da janela em São Paulo, mas sordidez tem limite.

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