Um triste exemplo da mediocridade

Eduardo Ribeiro aterrava igarapés e construía pontes que atravessariam os séculos, na Manaus de hoje, o prefeito Serafim Correia não consegue nem tapar os buracos das ruas

No passado, Manaus era conhecida como a “Paris da Selva”. Mas isso foi nos tempos áureos da borracha, quando esta cidade era bem iluminada, dotada de ruas bem pavimentadas e nossos prédios públicos rivalizavam com os melhores da Europa e superavam até os do Rio de Janeiro, que então, era a capital da República.
Para formar-se uma idéia, Manaus teve bondes elétricos antes da outrora “cidade Maravilhosa” e só para dar-se um exemplo, o calçamento da praça de frente da igreja de São Sebastião, no Centro, foi copiado pelos cariocas e até hoje é uma das atrações internacionais de Copacabana.
De quebra, as obras construídas na Manaus antiga desafiam o tempo até hoje e quem duvidar, é só ir ver a famosa “ponte de ferro” da Avenida Sete de Setembro, o Teatro Amazonas, o Palácio da Justiça, o prédio da Alfândega, o famoso cais flutuante do Roadway e tantas outras que hoje já não se fazem mais iguais, nem parecidas.
Ou seja: a Manaus de hoje está em franca decadência e não passa de uma sombra vergonhosa das projeções que, naqueles tempos distantes, dela faziam figuras históricas do porte de um Eduardo Ribeiro. Resumindo: a Manaus de hoje é um triste exemplo de mediocridade. Em todos os sentidos.

Não durou dois meses

É verdade que a Manaus daqueles tempos era bem menor que a cidade atual. Talvez até, na mesma proporção em que a competência e a responsabilidade dos homens públicos daquela época também eram bem maiores que as dos aventureiros e piratas que temos hoje em dia, seja no governo do Estado, seja na Prefeitura.
Para sermos mais exatos, enquanto naqueles tempos antigos e sem grandes avanços tecnológicos, um Eduardo Ribeiro aterrava igarapés e construía pontes que atravessariam os séculos, na Manaus de hoje, o prefeito Serafim Correia não consegue nem tapar os buracos das ruas e mesmo quando manda fazer alguns consertos, estes, não duram sequer dois meses!
É só ver-se o que aconteceu no Terminal 2, situado no bairro da Cachoeirinha; o mais movimentado de Manaus e pelo qual, diariamente circulam mais de cem mil pessoas e cerca de mil ônibus em constantes idas e vindas.

Hino à esculhambação

O lastimável estado em que se encontra o Terminal 2 é uma afronta à dignidade de seres humanos que se prezem. É um hino à esculhambação, à incompetência, aos desmandos.
Já não basta o terminal ser a céu aberto, imprensado, atravancado, perigoso, imundo, sem banheiros, com filas bagunçadas e desguarnecido, pois os guardas municipais ali lotados passam o tempo paquerando, não levantam as bundas dos banquinhos e são inúteis, pois não fazem nada. Sequer dão informações!
E naquele entra-e-sai de ônibus fumarentos, naquele corre-corre de gente esbaforida e suada, o povo ainda tem que arriscar-se a ficar tetraplégico se cair num dos buracos do Serafim. É dose! Não há quem agüente! Se fosse num paios sério, numa cidade séria, isto não aconteceria.
Mas para o prefeito que dá mancadas, para os vereadores que puxam sacos e para os aspones que não trabalham, Manaus não é mesmo uma cidade séria. Para eles, para esses inimigos públicos, Manaus só é mesmo a galinha dos ovos de ouro, a vaca leiteira, a grande loteria onde todos eles enriquecem descaradamente e onde só o povo é quem perde. Inclusive, acaba perdendo até a vergonha, pois se acostuma com esta bandalheira que campeia por aí.

Remendos do T2 não resistiram um mês

Há dois meses, o terminal estava intransitável e tanto se denunciou e pediu providências que o prefeito mandou realizar as obras de recuperação durante o dia, aproveitando o ensejo para mostrar algum trabalhando e merecer a atenção dos eleitores. Uma jogada de marketing politiqueiro muito comum no Brasil de hoje, do Lulalau e seus 40 mil ladrões.
Pois bem: as obras se arrastaram por vários dias, atrapalharam o trânsito que não foi brincadeira, gastaram material à farta, certamente os cofres da PMM pagaram regiamente à empreiteira e hoje, apenas dois meses depois daquele “auê” todo, cadê os buracos tapados? Sumiram! O gato comeu! Ou melhor: as chuvas levaram os remendos e deixaram os buracos novamente à mostra. Só que bem maiores do que eram antes e brevemente, pelo andar da carruagem (ou dos coletivos), dentro em breve poderão engolir ônibus inteiros!
Se eles engolissem o prefeito, os vereadores e seus aspones, até que a cidade ficaria agradecida por livrar-se de algumas das suas piores maldições. Mas, como isto não acontece, porque nem o prefeito, nem vereadores e muito menos seus afiliados parasitários andam de ônibus. De quebra, muito menos, nenhum deles sabem onde fica o Terminal 2.
Certamente, Serafim tentará justificar-se dizendo que mandará refazer os remendos dos buracos e também certamente, porá a culpa na chuva. Como se chuva e calor fossem novidade em Manaus. Porém, mais certo ainda, é que em momento algum ele assumirá sua culpa pela mancada e muito menos, reporá a grana preta que a obra de enganação custou a nós que pagamos impostos. De resto, o prefeito jamais terá a cara de pau de pedir perdão ao povo e não terá estatura moral para renunciar ao cargo, pois sua intenção é reeleger-se por mais quatro anos e continuar mamando nas tetas da vaquinha PMM. Se possível, fazer eleger deputados ao seu cachorro, ao seu papagaio e até ao bacalhau que come no bar “Calçada Alta”.
Advertimos ao povo: Se alguém quebrar uma perna no Terminal 2, processe à PMM e peça uma boa indenização que a Justiça a obrigará a pagar. Vale também para os empresários de ônibus, caso seus veículos sofram danos transitando naquela espelunca. É processar à PMM e de quebra, ver quais os vereadores defendem o prefeito, para que ninguém mais votar neles.

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