Editorial

Cordeiro ou bode?

Está novamente preso o ex-deputado Cordeirinho. Não se sabe se em razão da operação Abaltroz ou uma nova, da Polícia Federal. Tanto Cordeirinho quanto sua mulher “nadam na babita” há muito tempo, desde os tempos do boto tucuxi, do qual foi líder do governo na ALE, tanto como forma de assegurar o controle das votações quanto de fazer chacota da, como era praxe do ex-governador.
Esse ex-deputado, novamente preso, teria boas histórias para contar caso se sentisse “abandonado” pelos ex-companheiro. Que ele sabe de muita coisa, ah isso sabe. Não se sabe se tem “vontade” de “dar o serviço”.
Se isso ocorresse, uma certa síndrome de Roberto Jeferson, quem sabe a PF não teria em mãos uma boa história para contar…
Mas, sem sabermos ao certo as razões dessa nova prisão, é certo que isso ocorre em razão das inúmeras e imensas possibilidades de se desviar recursos públicos nos escaninhos do governo, qualquer governo.
Como parte da engrenagem do “sistema” eleitoral em que vivemos, um sistema caro, somente dado a pessoas ricas, tanto os que já detêm mandato quanto os que querem ganhar um, são inevitavelmente pessoas ricas, ou pelo menos “bancadas” por pessoas ricas.
Como dinheiro não cái do Céu nem dá em árvore, ele precisa ser “ganhado”. Aí é que reside a diferença entre aqueles que gastam honestamente aquilo que ganharam e aqueles que gastam à tripa-forra o dinheiro que obtido de forma desonesta.
De todas as maneiras desonestas de se ganhar dinheiro, a pior de todas e a mais “fácil” é se apropriando dos dinheiros públicos, posto que basta para isso emgambelar bem a opinião pública e “ganhar” um mandato, apropriando-se dos cofres públicos, bastando para isso saber manipular bem as “ferramentas” jurídicas para formalizar esses “ganhos” e, por vias transversas, ficar rico, seja como “testa-de-ferro”, seja como parlamentar, laranja ou “lavador de dinheiro”.
Para isso, é necessário ter umas “firmas” e participar de uma farsa chamada de “licitação” e “ganhar” contratos e contratos com o Poder de plantão, qualquer Poder (Executivo, Legislativo e Judiciário), de forma amplamente “democrática”, o que dá margem a que surjam grandes fortunas, como que por encanto, assim do nada.
Essas fortunas geralmente ficam “submersas” em um mar de outras falcatruas que vão da sonegação fiscal à formação de quadrilha, lavagem de dinheiro em jogos, gado, artes, futebol, e até homicídios.

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