Dramático “batismo” operacional

Dramático “batismo” operacional

Nível dos 26 homens-rãs do CB, formados recentemente no curso realizado na Corporação é considerado como de elevado padrão, avaliação que se confirma na operação de busca e salvamento na tragédia do Solimões

Na semana que passou, a mais nova equipe operacional do Corpo de Bombeiros Militares do Amazonas (CBMAM), formada pelos “homens-rãs”, teve um triste “batismo operacional”, quando logo após formar uma turma composta por 26 novos mergulhadores autônomos teve que atuar no resgate às quase 50 vítimas do naufrágio do barco Comandante Sales.

Esses 26 novos mergulhadores autônomos participaram de um curso completo de busca e salvamento, aliado à utilização dos mais modernos recursos técnicos, incluindo o de posicionamento global e intercomunicação terra-submersível, o que faz do CB um dos três melhores e mais bem aparelhados do Brasil, igualando-se aos de São Paulo e Pará, pioneiros nesse tipo de preparação e atuação.

Agora, somados aos seis anteriormente existentes, eleva para 32 o total de “homens-rãs”, que são comandados pelo 1º. Tenente BM Máximo, da subunidade operacional integrada por esses militares.

Segundo avaliação do tenente-coronel Mário, o nível dos 26 homens-rãs do CB formados recentemente no curso realizado na Corporação, foi do mais alto padrão possível e os resultados obtidos foram excelentes. “O grau de motivação e aprendizado da tropa foi ótimo. Creio termos preparado um dos melhores grupos de profissionais de todo o Brasil,” disse Mário Filho.

Para a formação profissional dos 26 novos profissionais do CB, Antônio Dias enfatizou, também, o papel de entidades civis, como o hospital Beneficente Portuguesa e o Inpa, que colocaram à disposição da corporação médicos hiperbaristas e um biólogo aquático para ministrarem palestras aos mergulhadores autônomos amazonenses.

O apelido de “homens-rãs” apareceu durante a Segunda Guerra Mundial, tendo sido usado pelos aliados ocidentais (ingleses e norte-americanos) para designar seus mergulhadores autônomos militares que atuavam nas ações de “comando” (guerrilha anfíbia) e nas de busca e salvamento. Após o término daquele conflito, o termo passou a identificar todos os tipos de mergulhadores autônomos, não só os utilizados em missões bélicas, mas, igualmente, os empregados na defesa civil, fossem os das diversas polícias ou dos bombeiros; e é nesse último aspecto que se enquadram os 32 componentes da unidade de mergulhadores autônomos do Corpo de Bombeiros Militares do Amazonas.

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