Editorial – Acidentes de barco

Entra ano sai ano e tudo se repete! Mais um barco provoca a morte de mais de cinqüenta pessoas no Amazonas. Isso denota a completa falta de controle por parte das autoridades. E não se venha dizer que os culpados são somente os donos de embarcações. Isso não aceitamos.

Para que então existe uma Capitania dos Portos? Seria justamente para disciplinar esse meio de transporte fundamental para os nosso ribeirinhos da capital e do interior. Isso mesmo, somos todos ribeirinhos por natureza. Nossas primeiras estradas são os rios, não esqueçam disso. Por esse motivo, tanto quanto o Detran e a Polícia de Trânsito têm o poder-dever de agir quanto aos veículos terrestres que trafegam em nossas vias aqui na “taba”, assim também deve agir as autoridades que “cuidam” dos nossos rios, ou não?

A Marinha do Brasil está devendo para toda a sociedade amazonenese mais do que uma explicação. Deve dizer por que não adota uma fiscalização das atividades que envolvem a fabricação, reforma de barcos nos estaleiros até ao registro das embarcações e de seus armadores, bem como o estabelecimento de regras claras de transporte de passageiros e cargas, com fiscais nas saídas e chegadas de cada embarcação, assim como ocorre nos aeroportos.

Não venham dizer que não têm recursos materiais e humanos para a tarefa…Se este for o caso, então assumam suas incompetências e deleguem para o Estado e os Municípios essa tarefa.

O que não pode ocorrer é essa total falta de responsabilidade para com as viadas das pessoas. A cada desastre anunciado vêm as “otoridades” com suas desculpas esfarrapadas. Nos fazem crer que os verdadeiros culpados são os usuários de transportes fluviais, pois não?!

Ora, senhores, no próximo desastre, que já está anunciado desde agora, vamos listar os nomes de todas as autoridades envolvidas nesse setor e mais as autoridades estaduais e municipais que deveriam fazer injunções ante as autoridades federais, no sentido de responsabilizá-los.

As vítimas não têm como se defender e nem mesmo os seus familiares, já a se tratam de gente comum do povo. Não são “gente fina”. Esses andam de avião, de jatinho, ou de Ajato.

Nossos rios estão também “cheios de buracos” assim como nossas ruas. Só que estes “buracos” são deixados pelas autoridades irresponsáveis, que deviam cuidar desse setor e não cuidam. Onde está o Minsitério Público, que não faz uso dos seus instrumentos legais como Ação Civil Pública?

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