Encantadoramente mãe

O REPÓRTER acompanhou os últimos dois meses de gestação de Thereza, o parto e os dois primeiros meses de vida de seu filho para mostrar o encanto de ser mãe

Grávida, tensa, enjoada, feliz e mãe. Tudo de uma só vez! Assim foi o caminho que a estudante de publicidade Thereza Christina Rodrigues trilhou nos últimos dez meses até, enfim, dar à luz seu primeiro filho e transformar-se na mãe de primeira viagem mais feliz do planeta. Foi difícil chegar a esse estágio, confessa Thereza, mas a alegria de ser mãe compensou todos os atropelos que ainda rondam sua vida, agora compartilhada com Vinícius, o mais novo membro da família Rodrigues.

O REPÓRTER acompanhou a estudante a partir dos sete meses de gravidez para mostrar nesse dia das mães todas as sensações que uma mulher sente durante o processo de transformação para ser aquela que o poeta diz “sofrer no paraíso” – a mãe.

Ela sentiu que algo estava diferente com o seu corpo quando começou a recusar comer tudo que tinha cheiro de frango. “Eu não suportava aquele cheiro e queria vomitar. Me dava agonia”, lembra Thereza que procurou atendimento médico achando que estava com algum problema estomacal.

Aos 33 anos, ela não imaginava que pudesse estar grávida, justamente por manter em dia seus contraceptivos. “Eu queria ter filhos, mas naquela ocasião estava tomando remédio que falhou em boa hora”, comemora. Foi no consultório médico que surgiu o primeiro questionamento sobre sua gravidez. “Será que você não está grávida?”

“Eu queria muito um filho, mas não imaginava ficar grávida”, relembra a estudante que diz ter tomado um susto quando abriu o envelope, dando conta de que o resultado era positivo. Daí em diante, foi uma alegria só para Thereza e o marido, professor de História Neil Lima.

Depois da confirmação da gravidez, o primeiro passo foi começar o pré-natal e seguir as orientações médicas com relação a alimentação. Quanto ao resto: gravidez não é doença.

A transformação

Thereza faz parte de um rol de mulheres independentes que trabalham até os nove meses, que não se rendem a qualquer desejo e dividem com os homens as responsabilidades profissionais, domésticas e financeiras. O que não dá mesmo é para dividir as dores do parto e, isso, certamente, incomoda mesmo que o parto fosse ainda uma teoria.

Ela conta que ficou chata, resmungona, chorona e pior: sensível demais para cuidar de um bebê. “Eu pensava: será que vou ficar assim para sempre? E aí começava a chorar de novo. Tudo era motivo para lágrimas”, comenta. A possibilidade de a criança nascer com algum problema de saúde a deixava triste e pensativa. “Acho que toda mulher pensa assim às vésperas de ser mãe, ou não?”, questiona. Com o crescimento da barriga e o inchaço dos seios, Thereza foi experimentando a transformação de seu corpo dia-a-dia ao se olhar no espelho. “Pode parecer um contra-senso para quem sempre se preocupou em manter a barriga sarada, mas eu comecei a gostar da imagem que se desenhava – aquela figura barriguda – mas com todo o charme e aura de mãe”.

Ao contrário da maioria das mulheres, Thereza não teve desejos de comer coisas consideradas estranhas como comer manga com sal e etc., mas a sensibilidade dessa geminiana foi ao extremo e beirou ao desespero.

Além da tensão pela proximidade do parto, Thereza, assim como todas as grávidas do mundo, estava mais sensível, chorava por tudo e por nada. É o nariz que ficou mais grosso, os quadris que ficaram mais largos, as pernas e os pés constantemente inchados.

E o parto era um outro problema que deixava Thereza sem dormir. “Eu ficava em dúvida se queria parto normal ou não. Uns diziam que era melhor em virtude da recuperação ser mais rápida; outros diziam que era dolorido demais e que traumatizava o bebê. Resultado: optei pela cesariana”.

Os cabelos e a pele foram transformações das mais felizes, diz Thereza, que mesmo usando os mais requintados produtos para cabelos, nunca os tinha percebidos tão sedosos durante a gravidez. “A minha pele ficou livre de qualquer mancha ou cravos, parecis que eu vivia passando cremes”, relata. Para ela a gravidez foi um prêmio..

O dia D

A semana que antecedeu ao parto de Thereza foi uma correria sem tamanho. Por falta de experiência, muito embora cada gravidez seja única, qualquer dor era motivo para acreditar que chegou a hora. Não é bem assim.

A mala de Vinícius e de Thereza já estavam prontas desde que a gravidez chegou ao seu oitavo mês, só para prevenir. Equipe médica acionada, hospital escolhido e enfim, o resto era só esperar e cruzar os dedos.

“Eu ficava apavorada só em pensar na dor do parto. Então marquei a data do nascimento do meu filho e esperei, um pouco nervosa, mas com uma certa tranqüilidade; afinal, era só esperar a anestesia e pronto”, acreditava Thereza que teve um parto tranqüilo, apesar de pequenas contrações.

Com pernas e pés inchados e extremamente doloridos, no dia 6 de março de 2008, Thereza dava entrada na Beneficente Portuguesa, destaa vez, não era mais um dos inúmeros alarmes falsos, era pra valer. Por volta das 13h20 nascia Vinícius Rodrigues de Lima, medindo 49 centímetros e pesando 3 quilos e 290 gramas.

Ali em um dos apartamentos da Beneficente Portuguesaterminava uma longa espera por um filho e começava uma interminável missão, a de ser mãe.

Vida de mãe

Dois meses após o nascimento de Vinícius, Thereza se comporta como uma mãe experiente, claro, tirando os exageros. Ela simplesmente vive em função do menino que não desgruda um minuto do peito. “Ele mama a cada dez minutos, parece que meu leite não o alimenta suficientemente; por isso, ele chora”, acredita a estudante que passou as primeiras semanas sem dormir por causa do choro da criança.

“Ele estava com a fralda trocada, alimentado e tomado banho, mas continuava chorando, então eu ficava desesperada até minha mãe dizer que poderia ser fome – e era”, relata Thereza que começou a incluir a mamadeira na alimentação do filhote. “Foi um santo remédio”, comenta. “Ele começou até a engordar”, concluiu.

Agora Thereza vive a rotina de cuidar do marido, da casa e já ensaia voltar para o trabalho, além da dura e difícil mas encantadora tarefa de ser mãe.

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