Amazonenses podem chegar aos 100 anos

Segundo pesquisa desenvolvida pelo especialista e sua equipe, diagnosticando o paciente de modo mais abrangente e completo, é possível chegar mais facilmente às inúmeras patologias que acometem os idosos

Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmam que o tempo médio de vida dos brasileiros mal chega aos 70 anos, com índice bem menor para os povos da floresta amazônica. Isso é o que a comunidade científica internacional aceita e acredita como sendo verdadeiro. Mas será mesmo?
O médico amazonense Euler Ribeiro discorda terminantemente e está disposto a provar que se forem adotadas medidas adequadas, os “povos da floresta” poderão ultrapassar a invejável marca dos 100 anos de vida. Ou até mais.
Como isso é possível? Seria algo “mágico”, algum processo “milagroso”? Nada disso, e ele mesmo explica:
“Eu e a doutora Ivana Cruz estudamos e trabalhamos com gerontologia (ciência que estuda o envelhecimento humano) há décadas, atendendo milhares de pacientes e, depois de efetuarmos inúmeras experiências, obtivemos excelentes resultados no tocante à melhoria da qualidade de vida de muitas pessoas idosas”.
Euler detalha sua crença: “A ciência moderna desenvolve e coloca nas mãos dos médicos geriatras diversas ferramentas técnicas e medicamentos capazes de melhorar  muito as condições de vida das pessoas idosas. Só que até o presente, esses recursos são utilizados separadamente e, não raro, sem sincronia e, portanto, sem os melhores resultados”.
Segundo pesquisa desenvolvida pelo especialista e sua equipe, diagnosticando o paciente de modo mais abrangente e completo, é possível chegar mais facilmente às inúmeras patologias que acometem os idosos e com isso prescrever e recomendar o tratamento necessário de modo a repor as condições necessárias à melhoria da qualidade de vida dos idosos.
“Estudei e trabalhei nos Estados Unidos e lá observei uma nova filosofia de atendimento ao público conhecida como ‘who-quol’ (sigla designativa da expressão inglesa abreviada ‘who-quality of life’, ou ‘qualidade de vida de quem’), pela qual cada paciente é analisado  nos seus mínimos detalhes até abranger a totalidade para  depois ser aplicado o tratamento condizente.”

O “mapa da mina”

Para Euler Ribeiro, não há nenhum segredo nisso, embora admita ser necessário que se observe cada paciente como um universo cheio de particularidades, apesar de cada   ser humano assemelhar-se aos demais.
Neste caso – ressalta – há cinco pontos básicos que são analisados fundamentalmente com cada paciente, como nutrição  adequada,  atividades físicas e como elas são praticadas, comportamento preventivo, o relacionamento individual, familiar e social de cada paciente e, finalmente, como cada um controla o estresse.
Conforme destacou o geriatra, o idoso precisa de cuidados especiais, exames detalhados, entrevistas e acompanhamento personalizado, que pode ser feito com o uso, inclusive, de uma régua de análise de qualidade de vida, desenvolvida por ele e a médica Ivana Cruz.  Como ele mesmo fez questão de ressaltar, o paciente que obtém nove ou mais pontos, medidos com o auxílio da régua, está no caminho certo, ao passo que aqqueles abaixo dessa marca estão fragilizados e podem compor o grupo de risco.
Com a experiência de quem já acumula mais de 40 anos no exercício da medicina, Euler Ribeiro assegura que os avanços da ciência e da tecnologia são de tamanha ordem que existem soluções até mesmo para as pessoas enquadradas no ‘grupo de risco’.
“Nosso objetivo é melhorar a qualidade de vida do idoso visando à longevidade e isso só interessa se o paciente estiver bem de saúde. Esta é nossa proposta,” declara.

Exposição
no Exterior

Ainda este ano, Euler Ribeiro participa na Europa e EUA de vários congressos na área de gerontologia, onde vai expor as suas idéias e experiências. Contudo, o “grande diferencial” disso, segundo o próprio médico, não são as constatações científicas em si, mas o processo a ser aplicado na Região Amazônica que poderá vir a ser referência universal de excelência nos cuidados com as pessoas na terceira idade.
“Cada pessoa deve ser analisada em todos os aspectos, como intelectualidade, espiritualidade com o corpo. Tudo isso faz parte do nosso diagnóstico e qualquer tratamento será uma conseqüência dessas observações”.

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