Boca do Inferno – por Simão Pessoa

Em dia com o Fisco
Parece que desta vez o ex-governador Amazonino Mendes pagou seu IPTU antecipado. É o que comentam os motoristas de táxi ao elogiarem o reasfaltamento da Rua Belo Horizonte, em Adrianópolis, efetuado pela PMM depois de quase 20 anos de abandono.

Pega na mentira!
O “Samba da Água na Zona Leste” encomendado pelo Sarafa e que está sendo veiculado nas principais emissoras de tevê, tem uma linha melódica interessante, mas os marqueteiros exageraram na letra ao dizerem que “o povo esperou 40 anos para ter água na torneira”. Está certo que eles queiram associar o feito do prefeito ao número 40 do PSB, mas em 1968, a zona leste nem existia. Basta lembrar que a Cidade Nova, iniciativa do ex-governador José Lindoso, só foi inaugurada no início dos anos 80…

Bolsa Floresta
Quem dá a dica é o economista aposentado Humberto Lacerda, ex-funcionário de carreira do Banco Central. Se o governador Eduardo Braga tivesse colocado o dinheiro do fundo fiduciário da Fundação Amazônia Sustentável (R$ 40 milhões, metade aportado pelo Bradesco, metade pelo Governo) nas mãos de agiotas, ele se livraria de dois problemas: não precisaria ficar excomungando os agiotas no programa “Fala governador” e, com os juros escorchantes cobrados pela turma (15% ao mês, ou R$ 6 milhões limpos), pagaria o Bolsa Floresta (R$ 50) para 12 mil famílias. Fica a sugesta!

Andanças
de Ciganos
O jornalista Mário Adolfo acaba de colocar um ponto final no livro “Meu bloco na rua”, onde conta a história do festejado bloco Andanças de Ciganos (hoje escola de samba do Grupo Especial) e, de quebra, conta sua própria trajetória de jornalista, escritor e cartunista. O futuro best-seller deve ser lançado em julho, logo após a febre bovina. Agende.

Recordar
não ofende

O futuro ministro do STJ, procurador Mauro Campbell, não pode esquecer que sua carreira política só se tornou possível por causa do simpático “boto navegador”. Foi o governador Gilberto Mestrinho, em 1991, que nomeou o então semidesconhecido promotor público (Campbell tinha pouco mais de três anos no MPE) para o cargo de Secretário de Estado da Justiça, dando maior visibilidade ao talento jurídico do rapaz. Na época, a nomeação virou quase um escândalo porque, supostamente, Campbell não tinha experiência para a função. Deu no que deu!

Machado de Assis 4Ever
A Academia Amazonense de Letras dá início neste sábado, 17 de maio, a um ciclo de quatro palestras intitulado “Em memória de Machado de Assis”, como parte das comemorações pelos 90 anos daquele silogeu e pelos 100 anos de falecimento do maior escritor brasileiro de todos os tempos. O evento vai rolar no Ideal Clube, das 10 às 12h, com os acadêmicos José Braga, Antonio Loureiro, Zemaria Pinto e Tenório Telles se revezando no papel de palestrantes. Participe.

Amazônia, adeus
A campanha para internacionalizar a Amazônia agora se esconde sob o manto da criação da “Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente”. O movimento é comandado pela França, com apoio de gregos e troianos, e se fortalece diante da ineficiência do governo brasileiro na preservação da Amazônia. O presidente Lula está trocando de ministro, mas não adianta nada. Quando criarem essa ONU do Meio Ambiente, ficará facilitado o desembarque dos marines. Aí, será tarde demais.

Impostolândia
O governo Lula precisa esclarecer por que o Brasil, um dos maiores produtores agrícolas, onera os alimentos com impostos que representam mais do dobro dos tributos cobrados nos países desenvolvidos. Essa sistemática obriga os pobres a pagarem mais impostos do que os mais ricos. Além disso, pressiona a inflação, como está ocorrendo.

Agiotagem
Em mensagem aos aposentados o INSS adverte: “Cuidado ao usar o cartão de crédito e o empréstimo consignado. Lembre-se que o crédito só é fácil quando você pode pagar”. O aviso chega tarde demais. Milhões de idosos já caíram no conto do empréstimo descontado em folha, criado pelo próprio governo para beneficiar os bancos.

Suaves prestações
A propósito da absolvição do fazendeiro acusado de encomendar a morte da freira Dorothy Stang, lembro que José Maria Alckmin, o sábio mineiro que foi ministro da Fazenda de Juscelino Kubitschek (1956-58), começou a vida como advogado. Um dia, teve de defender um cliente, que pegou 30 anos de cadeia por um crime bárbaro, depois de ter sido condenado à pena de 8 anos no primeiro julgamento ao qual Alckmin recorreu. O réu não perdoou o advogado: “A culpa foi sua. Pedi para não recorrer. Vou, agora, passar 30 anos na cadeia”. O matreiro advogado argumentou: “Calma, meu filho. Não é como você pensa. Primeiro, não são 30, são 15. Se você se comportar bem, cumpre apenas 15. Depois, esses 15 são feitos de dias e noites. Quando a gente está dormindo, tanto faz estar solto quanto preso. Então, não são 15, são 7 e meio. E, por último, meu caro, você não vai cumprir esses 7 anos e meio de uma só vez. Vai ser dia a dia, veja bem, dia a dia, suavemente. Não vai nem perceber”.

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