Campanhas anti-fumo X propinas – por Anhangüera

Quem fuma, vai morrer. Do mesmo modo, quem não fuma, algum dia também baterá as botas. Mas isto todo mundo está cansado de saber. Já o que muita gente não sabe, ou não leva em conta, é que se meio mundo fuma, isso acontece por obra e graça dos governantes. Dos fantoches aos estadistas, passando pelos seus aspones, burocratas e tantos outros vendilhões do templo espalhados por este planeta a fora. E não é diferente aqui dentro do Brasil, Amazonas incluído.
E sabem por que? Porque dos fantoches aos estadistas, passando por esses aspones, burocratas e todos esses vendilhões do templo citados ai em cima, todos eles, sem nenhuma exceção, aceitam, pegam, embolsam e até exigem gordas propinas da agro-indústria do tabaco, que deste modo mantém-se firme na preferência universal, logo após o também massivo consumo de bebidas alcoólicas.
Explica-se: No passado remoto, a humanidade desconhecia os prejuízos trazidos pelo tabagismo e fumar era hábito de pobres e ricos. Era elegante, incentivado, louvado e fumar – fosse cachimbo, charuto, ou cigarro de palha – era quase exigido. Só do final dos anos 50 até o fim da década seguinte foi que os cientistas conseguiram comprovar os malefícios trazidos aos organismos animais pelo fumo e começaram as campanhas para fazer os fumantes abandonarem o vício.
Todavia, desde o início, essas campanhas anti-tabagismo foram tímidas e propositadamente mal conduzidas. De quebra, tão logo surgiam, a indústria do tabaco comprava as consciências dos ativistas pagando-lhes gordas propinas e eles calavam as bocas, ou enfiavam as denúncias sabe-se lá em que buracos.
Porém o tempo passou e a quantidade de fumantes cresceu (e continua crescendo) no mundo inteiro, com milhões de casos de câncer de pulmão, cardiopatias e outras mazelas aumentando assustadoramente, além de onerarem descabidamente os mambembes serviços de saúde pública. Mormente, nos países bagunçados como o nosso Brasil.
A coisa cresceu tanto, ficou tão alarmante, que alguns líderes políticos passaram a recomendar aos seus comparsas e asseclas : “- A coisa está preta! Pra salvar nossas peles, teremos de fingir que estamos fazendo alguma coisa. Comecemos pondo a culpa nos fumantes e tomando dinheiro deles. Mais tarde, a gente vê como é que fica!”
Resumindo: Continuaram sem adotar qualquer atitude séria, radical, exata, realista, honesta, preto no branco, tipo “cartas na mesa”. Nossos prostitutos públicos, com os bolsos cheios das propinas pagas pela agro-indústria do tabaco, apenas saíram (e ainda saem) pela tangente. É mais um “faz de conta” descarado pra engabelar os otários que compõem a maioria dos povos desta Terra. E como tem otário por aí acreditando em discurso de político!
Tanto é assim que o fumo ainda permanece ao lado do café nas Armas do Brasil e nas de outros países terceiro-mundistas, apesar dos fumantes estarem sendo discriminados injustamente em toda a parte. Entretanto, nos gabinetes e salões refrigerados governamentais, nas casas de congresso, nas cúpulas do poder, fumar faz parte do jogo. Do mesmo modo que o consumo das bebidas alcoólicas, da cheirada de cocaína e da prostituição e tudo isso, comumente, patrocinado pela agro-indústria do tabaco, pelo narcotráfico e pelas redes internacionais de cafetões.
Mas não estranhe, caro leitor, prezada leitora, a maioria dos políticos, no mundo inteiro, está muito mais afinada e mais à vontade falando a mesma língua dos fumangueiros, cocaineiros e cafetões do que a sua; o trouxa que os conduz e mantém no poder.
No Brasil, existe até uma tal “Convenção – Quadro do Tabaco”, a qual, desde 2005, finge tentar proibir que membros do governo ou dos serviços sanitários recebam propina da indústria do fumo. Não conseguiu grande coisa além dos coquetéis que realiza.
Ora, se os governantes de todos os países, no mundo inteiro, não fossem irresponsáveis, desonestos, incoerentes, corruptos, assassinos e sobretudo, descarados, se eles quisessem mesmo acabar com o problema do tabagismo eles fariam isso com a maior facilidade, uma vez que eles têm todo o poder e o apoio da população para criarem novas leis capazes de fechar toda a indústria do tabaco, começando pelas plantações e passando por fábricas, pontos de distribuição, publicidade, revenda e principalmente, de importação.
Se eles tivessem vergonha nas caras corruptas, até aproveitariam o embalo para, de passagem, fechar as indústrias de bebidas alcoólicas, de outras drogas viciosas, das armas, dos veículos auto-motores que poluem o ambiente e se quisessem mesmo, acabariam até com as batatas fritas.
Em seguida, pra arrematarem o “bom trabalho”, fuzilariam sumária e exemplarmente todos os transgressores, incluindo os propineiros. Tanto os que dão, quanto os que recebem. Só isso, e o mundo voltaria a ser o “paraíso terrestre” de antes.
Bem… quanto ao povo eu não sei. Mas quanto aos políticos, principalmente os nossos, vocês acham que eles adotariam medidas tão radicais só pelo “bem da humanidade”? Ou, como é mais da natureza deles, não é mais fácil a gente aceitar que eles estão muito mais afinados como o diabo do que com  Deus (incluindo os que se auto denominam “religiosos”) e que medidas desse tipo jamais serão tomadas, morram lá quantos tabagistas cancerosos continuem morrendo por aí?
Com a palavra as próximas gerações de eleitores, as mais jovens, porque as existentes até aqui só fizeram besteira ao criar e manterem esse sistema podre que está aí. Vai daí, 99,99% da velharada não têm moral para argumentar em defesa do que quer que seja que ela haja feito.
É isso aí, ciao e…fui!

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