Idealizador da reserva de Mamirauá é homenageado em NY

O evento dedicado a Ayres aconteceu na quinta-feira, 15, no National Museum of the American Indian, em Nova York, com o apoio da Brazil Foundation e da Wildlife Conservation Society

O idealizador da criação das Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, o primatologista, ecologista e biológo José Márcio Ayres, foi homenageado em um evento que faz parte da programação da Amazônia Brasil, exposição realizada em Nova York (EUA) pelo Projeto Saúde e Alegria (PSA) e pelo Grupo de Trabalho Amazônico (GTA).
O evento dedicado a Ayres aconteceu na quinta-feira, 15, no National Museum of the American Indian, em Nova York, com apoio da Brazil Foundation e da Wildlife Conservation Society (WCS). A programação incluiu apresentação de entrevistas concedidas pelo cientista e o lançamento do livro “Marcio’s Amanã”.
A homenagem foi realizada em reconhecimento ao trabalho do primatologista, falecido em 2003, cuja crença na aliança entre preservação da natureza e permanência de moradores em unidades de conservação resultou na criação da primeira Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Brasil – Mamirauá – no Amazonas, em 1996.
“A Amazônia está mais bem protegida quando seus moradores, ao invés de ser parte do problema, passam a ser parte da solução”, disse Ayres. “Nós precisamos das pessoas vivendo lá para proteger as florestas e as águas. Alocá-las em outras áreas causaria inúmeros problemas sociais”.
O livro “Marcio’s Amanã” traz fotos de autoria do cientista produzidas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amaná, em parceria com o artista e fotógrafo alemão Dietrich Ian Lafferty.
O interesse de Ayres pela fotografia começou ainda na adolescência e as imagens produzidas por ele em Amanã, principalmente em preto-e-branco, se tornaram a base para o projeto de documentação da RDS Amanã, criada em 1998.
O livro traz ainda depoimentos do ex-presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso (que visitou a RDS Mamirauá em 2000), de Dietrich Ian Lafferty e de John Robinson, da Wildlife Conservation Society (WCS), entidade que financiou os primeiros 1.500 exemplares do livro.
José Márcio Ayres nasceu em Belém, em fevereiro de 1954. Era um dos cientistas brasileiros mais respeitados e premiados na área de Conservação da Biodiversidade. Ainda muito jovem, tornou-se um dos mais reconhecidos primatólogos brasileiros. Formou-se em 1976 pela Universidade de São Paulo (USP), em Ciências Biológicas Em 1981, iniciou o Mestrado em Socioecologia dos Primatas, no Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa), quando começou a orientar sua carreira para a gestão de unidades de conservação.
Doutorou-se em Primatologia pela Universidade de Cambridge (Inglaterra), em 1986, com a tese Os Uacaris Brancos e a Floresta Amazônica Inundada. Teve os títulos de pesquisador, cientista, biólogo, primatologista, ambientalista e doutor em ecologia. Dedicou-se, praticamente durante a vida inteira (cerca de 30 anos), ao desenvolvimento sustentável da Amazônia e idealizou a criação da primeira Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Brasil, Mamirauá. Iniciou o Projeto Mamirauá, futuramente incorporado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM), fundado por ele. Faleceu em 2003,vítima de câncer de pulmão.

Exposição de Paris espera um público de 400 mil pessoas

A exposição começou no dia 22 de abril e termina em 13 de julho. Está em sua oitava edição e é organizada pelo Projeto Saúde e Alegria (PSA) e pelo Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), que representa mais de 600 entidades da Amazônia Brasileira.
Um dos seus principais objetivos é trazer benefícios diretos às comunidades amazônicas e valorizar as iniciativas já existentes de desenvolvimento sustentado. Também pretende sensibilizar para a urgência da conservação da região na regulação climática. Essa é a maior versão internacional da mostra, que já passou pela França (Paris), Suíça (Lausanne) e Alemanha (Bavária).
A estimativa é de que aproximadamente 400 mil pessoas visitem o evento, realizado em diversos pontos de Nova York com programação multicultural, incluindo a presença de artistas da música e do artesanato da região amazônica, festival de cinema e exposição fotográfica, entre outras atrações. Em Nova York, o maior patrocinador é a Alcoa e a Alcoa Foundation. A exposição também tem colaboração das empresas IBM e American Express Foundation e o reconhecimento do governo brasileiro, por meio dos Ministérios do Meio Ambiente, Relações Exteriores e da Cultura. Nesta edição, tem apoio do World Financial Center, Universidade de Nova York, Organização das Nações Unidas (ONU) e do Museu do Índio Americano, entre outras.

Promoção da
biodiversidade

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá é uma Organização Social (OS), supervisionada pelo Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT). Criado em 1999, sua missão é promover a conservação da biodiversidade mediante o manejo participativo e sustentável de recursos naturais. É co-gestor das Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã. Tem o apoio do governo do Estado do Amazonas, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), da Petrobras, do Wildlife Conservation Society/Fundação Gordon Moore, do programa inglês Darwin Initiative, do Zoological Society of London (ZSL), entre outras.

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