O Malfazejo – por Ismael Benigno

“Dando chance à voz sofrida das ruas”

A bem do espírito democrático que norteia o jornal REPÓRTER, a coluna de hoje publica, ainda, sinais de repercussão do artigo “Quando vaias soam como elogios”, publicado em 4 de maio passado. O comentário é do novo deputado estadual Marco Antônio Chico Preto. Como Chico foi citado no artigo, cumpre-me a cortesia de publicá-lo na íntegra, com meus devidos comentários logo depois. Por questões de espaço e apreço editorial, trechos dos meus comentários foram editados, mas podem ser acessados na íntegra no blog O Malfazejo (http://omalfazejo2.wordpress.com):

“Sr. Ismael, compreendo perfeitamente o papel que cumpres neste exato momento, em que o “caldo” do processo político começa a esquentar. Sempre haverá algum incompetente de plantão disposto a contratar uma “pena de aluguel” pronta para ofender/injuriar. E se verdadeiro o que a mim disseram uma “pena barata”. Acontece que dentro do processo democrático, exercer o legítimo direito de criticar, e não injuriar, àqueles que estejam no exercício da atividade parlamentar ou executiva, trata-se de ato corriqueiro. Uma vez que é verdadeiro o entendimento que a crítica faz os homens agirem, somente quem se ” desbunda” fácil, a exemplo de se dar ao capricho de escrever 4 (quatro) laudas de opiniões encomendadas, no afã de apurrinhar aqueles que exercem essa prerrogativa. Faz parte do game. Incompreenssível porém é perceber que o senhor deconhece o que é LEGITIMIDADE POPULAR, visto que o povo do Amazonas me deu 23 mil votos. Reafirmo que os termos por mim utilizados, como “tábua de pirulito” e “desbundado”, não configuram injúria ao prefeito Serafim Corrêa, visto que elas traduzem uma realidade de quem percorre nossa cidade no dia-a-dia. Por fim, aprecio o seu trabalho, e quem sabe qualquer dia desses solicito a sua prestação de serviço. Quanto mais os homens vis me ofendem, mais os homens que querem bem essa cidade, me apóiam.Suas ofensas/gracejos para mim, reafirmam o texto que a você foi encomendado sob o título de “Quando vaias soam como aplausos”,em outras palavras, as minhas críticas geram naqueles que as sofrem ações e resultados para um melhor cotidiano. Me alegro por isso.
Um abraço fraterno, Chico Preto.”

Meus comentários

Sr. Chico Preto, se eu fosse um deputado estadual, lhe desafiaria a provar que estou alugado, como fez Wallace Souza ao ser chamado de “língua de aluguel”. Você, que para não arriscar pisar em falso sempre repete o que os outros dizem, me chama de “pena de aluguel”. E pena barata. É engraçado como o artigo “Quando vaias soam como aplausos” está rendendo, apesar de ser apenas a reedição de um artigo que escrevi em setembro de 2006 – e que não despertou tanta ira naquela época.

Sim, mas o senhor me chamou de “pena de aluguel”, provavelmente porque lhe chamei de deputado biônico. Relaxe, deputado suplente. Como o senhor mesmo diz, as críticas fazem parte do game. Mas vamos lá, vou lhe poupar o trabalho de contratar jornalistas especializadas em dossiês: Eu sou mesmo barato. Na verdade eu sou de graça. Escrevo no blog há cinco anos, e sobre o mesmo assunto, safadeza na política. Não parece o seu perfil esse tipo de político, mas como o senhor faz parte da base de apoio do governo Braga, onde o que não falta é safadeza, não teve jeito.

Escrevo de graça no jornal REPÓRTER e escrevi de graça no jornal Estado do Amazonas. Escrevo de graça desde menino, porque gosto mesmo. Isso me dá a liberdade para falar do que quiser (inclusive do ministro Alfredo Nascimento), e evita que eu precise pagar as mesmas jornalistas para escrever os artigos que eu assino nos jornais.

Sempre mantive um princípio pessoal: evitar conhecer pessoalmente os políticos de quem poderia falar um dia. Você sabe, em Manaus ser apresentado a alguém é quase como virar amigo, depois a gente faz uma criticazinha e o criticado fica de mal. Essa conversa de “faz parte do game” e “processo democrático” é lorota sua, vá desculpando. Se criticar um político apenas “fizesse parte do game” e você fosse um democrata genuíno, como se estivéssemos na Dinamarca, não teria vindo aqui me acusar de ser pago pra lhe criticar.

Sr. Chico, não sou filiado a nenhum partido, não conheço pessoalmente o prefeito e nenhum outro político. Aliás, minto: certa vez recebi pessoalmente elogios do senador Arthur Neto no Millenium Shopping – sabe como é, se estou vendido ao prefeito, só podia estar vendido ao senador… Para você, acostumado com o ambiente insalubre e com as más companhias, é compreensível essa mania de perseguição dos políticos, de achar que um cidadão que lhe critique seja pago, contratado, enviado pelas forças do Mal para lhe injuriar. Menos, deputado suplente, menos… Você é menos importante e malígno pra mim do que imagina.

Na verdade, para ser honesto, nunca tive nada contra você. Até hoje lhe agradeço pela Lei das Filas, pela Lei das Filas e pela Lei das Filas, as três leis de sua autoria, das quais o senhor vai falar pra sempre nos seus emails que recebo (já recebi seu Boletim Informativo mensal, obrigado). Tenho fé de que um dia suas três leis vão ser cumpridas.

Para você, que também está acostumado ao preço das coisas, se estou lhe criticando, devo estar alugado. Relaxe, deputado suplente, sou apenas o autor de um blog, que até hoje, com o tal esquentamento do caldo político, como você chamou, nunca tinha recebido visitas tão ilustres como a de deputados suplentes da base do grande governador Eduardo Braga.

É interessante, há anos eu só não chamo vocês, deputados titulares e suplentes da ALE, de anjos. Mas hoje virei uma pena de aluguel. Sr. Chico Preto, por favor desligue seu Caps Lock para falar em legitimidade popular. Não peço isso por você, mas pela legislatura em que você estreou há tão pouco tempo, a mais sem-vergonha que já tivemos. Confesso que, quando você entrou ali, imaginei que fosse ver coisa melhor. Mas aí o senhor começou a ligar e receber ligações demais do Hiel Levy e do Zé Melo, começou a conversar demais com Marcos Rotta e Wallace Souza. Pra mim, foi uma decepção. O senhor ainda tem tempo de mostrar que é melhor do que eles, pois até eu acredito nisso. Entrar no mesmo balaio do que eu chamo de As Meninas do Dudu é desperdício de talento, e isso você tem.

Veja a tal “legitimade popular” de que você fala: na última quinta os seus colegas, que saudaram Omar Aziz quando este se licenciou da vice-governança (sem se licenciar dos palanques do governo) e obrigaram os servidores da ALE a adesivar seus carros com propaganda eleitoral ilegal, decretaram que ali o prefeito não entra. A justificativa de Belão, mundialmente conhecido pelo espírito público? “Vamos evitar o palanque eleitoral”.

Seus colegas, eleitos pela legitimidade popular, protagonizaram os maiores escárnios que já se viu com a cara da população. Sr. Chico, o mundo da ALE é um universo paralelo. “Legitimidade popular”, uma vírgula. Você tem microfone na tribuna hoje por decisão puramente do governador, que sabe que apenas com aquelas cavalgaduras perdulárias da ALE não estava muito bem equipado para este ano. Deixemos de conversa mole, “a realidade da nossa cidade” é o que menos importa. Hipocrisia, numa hora dessas, não. Vá lá, conversar com o Hiel e com o Melo, com os irmãos-cagaço e com o grande governador, defender as coisas e pessoas em que acredita. Eu fico por aqui, com minha pena alugada a peso de pena, defendendo as coisas e pessoas em que acredito. Processo democrático, verdadeiramente, é isso. Ou democracia é só pra deputado falar o que quiser, e é revogada quando deputado ouve o que não quer?

E por favor, dispense comigo, deputado suplente, pérolas como “Quanto mais os homens vis me ofendem, mais os homens que querem bem essa cidade, me apóiam”.

Tenho curso superior e leio jornal, o senhor não precisa disso aqui.

Para sugerir temas, fazer críticas, comentar o que você leu aqui ou – a partir de hoje – me acusar de pena de aluguel, envie email para ismaelbneto@gmail.com, acesse https://oreporter.wordpress.com ou http://omalfazejo2.wordpress.com,“Com informações do site Wikipedia”.

O Exército de terracota, Guerreiros de Xian ou ainda Exército do imperador Qin, é uma coleção de mais de oito mil figuras de guerreiros e cavalos em terracota. As imagens foram enterradas junto ao mausoléu do primeiro imperador, Qin Shihuang em c. 209-210 a.C. e foram descobertas em março de 1974 por agricultores locais que escavavam um poço de água a lbneste do monte ‘’Lishan’’, uma elevação de terra feita por mãos humanas e que contém a necrópole do primeiro imperador da dinastia Qin. A construção desse mausoléu começou em 246 a.C. e acredita-se que 700.000 trabalhadores e artesãos levaram 38 anos para a completar. Ainda não temos o imperador Qin amazonense, mas seu exército já está em obras – como o Alto Solimões. A obra já dura quase 30 anos, e não tem prazo para ser concluída.

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