PV e DEM podem marchar juntos nas eleições municipais

Ângelus Figueira disse que o interesse de seu partido é compor uma coligação que leve em conta os interesses da população

Namorar é muito bom. E o PV está seguindo essa regra com o mesmo ímpeto dos adolescentes quando se trata de compor a coligação com a chapa majoritária que vai disputar as eleições para a Prefeitura de Manaus em outubro próximo. O partido já “ficou” com o PCdoB, PMN, PPS e, como último dessa lista, agora foi a vez do DEM, cujo pré-candidato à prefeitura será o ex-deputado federal Pauderney Avelino, com quem os dirigentes verdes conversaram na última quinta-feira, 15.
No transcorrer da conversa, o PV se mostrou interessado em compor com os Democratas, uma vez que Avelino afirmou que o principal foco de sua futura administração será a educação ambiental. “Vamos acabar com os três turnos na rede de ensino e criar apenas um, em tempo integral, para que a escola seja o centro irradiador onde os jovens possam  preparar-se, efetivamente, para o futuro”, anunciou o pré-candidato, arrancando suspiros dos verdes.
Durante a conversa mantida entre os dirigentes partidários, Avelino garantiu que as questões ambientais receberão tratamento privilegiado em sua administração, inclusive com criação de parques, visando aumentar a qualidade de vida da população. O ex-deputado disse que vários fatores comprometem o meio ambiente, entre eles a corrupção, porque a prática drena recursos que deveriam ser aplicados em obras para beneficiar a cidade.
Avelino criticou projetos da Prefeitura como a perfuração de poços artesianos, porque afeta os lençóis freáticos e não resolve a questão do abastecimento de água na cidade. Outro ponto atacado pelo pré-candidato foi o Prosamim, do governo do Estado, em razão de ter sido iniciado pelo telhado, quando o certo seria começar a partir das obras de saneamento básico, com redes de esgoto. “Retiraram as palafitas da beira dos igarapés, mas não construíram um metro de esgoto”, contestou Avelino.
Segundo o dirigente do DEM, com orçamento anual de R$ 1,8 bilhão, Manaus tem capacidade financeira para realizar grandes obras para interferir diretamente na qualidade de vida população. Avelino prometeu um plano urbanístico para Manaus a ser criado por especialistas, que dêem importância ao trânsito das pessoas, já que a cidade tem deficiência até de calçadas. “Não podemos caminhar pela cidade porque as calçadas são descontínuas, quando existem”, disse o pré-candidato.
Forçado a falar sobre o ex-governador Amazonino Mendes, de quem já foi aliado, Avelino disse não haver condições de compor com o PTB, porque ambos os partidos já apresentaram pré-candidatos à Prefeitura de Manaus. No entanto, o dirigente do DEM não descartou a possibilidade de vir a receber o apoio de Amazonino ou mesmo de apoiá-lo, mas tudo vai depender do resultado do primeiro turno das eleições.

Carlos Minc quer mudar lei para reduzir burocracia de licenciamentos ambientais

Minc disse que vai manter “todas as políticas da ex-ministra Marina Silva, sem exceções, e aprofundá-las em algumas questões

O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, defendeu quita-feira,15, em Paris, a elaboração de uma nova lei de licenciamento ambiental para o Brasil, “com exigências mais rigorosas, mas que diminua ao mesmo tempo a burocracia”. As informações são da BBC Brasil.
Durante sua gestão como secretário estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, Minc reduziu pela metade o tempo para aprovar certificações e licenças de instalação e operação no estado.
“Mais burocracia não significa maior rigor em relação às exigências ambientais”, argumentou Minc, em entrevista coletiva na capital francesa. “Ao contrário, a burocracia é a mão da corrupção”, afirmou.
Minc disse que vai manter “todas as políticas da ex-ministra Marina Silva, sem exceções, e aprofundá-las em algumas questões”, com base em sua experiência própria com políticas urbanas e industriais como secretário no Rio de Janeiro.
O novo ministro disse que “foi obrigado” ao aceitar o cargo. “Não era convite, era intimação”, afirmou. “Não pedi, tenho mandato no Parlamento (Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro), mas, em vista da insistência do governador DO Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse que aceitaria o cargo”, completou.
Entre as políticas defendidas pelo novo ministro está a ampliação das áreas protegidas no Brasil. “Sou preservacionista”, afirmou. “As áreas protegidas no Brasil têm de ser ampliadas e cuidadas. E têm de ter financiamento para a sua preservação”, defendeu.
Minc disse ainda que pretende implantar em nível nacional um sistema de defesa das unidades protegidas utilizando profissionais formados especialmente para esta atividade, como já fez no Rio de Janeiro. Esse sistema poderia incluir o uso de militares nas áreas de conservação, segundo Minc.
Nesta segunda-feira, 19, Carlos Minc se reunirá com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com Marina Silva, em Brasília.

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