Recordista na produção de buracos

Através do Ministério do Interior, a Suframa conseguiu recursos não só para a tapagem emergencial de buracos, mas também para a completa reestruturação em toda a malha viária nas duas etapas do PIM (DI 1 e DI 2).

Desde que assentou as suas bases na capital da Zona Franca, o Pólo Industrial de Manaus (PIM)   tem garantido recordes de produção de bens de consumo, recordes na captação de divisas e, de quebra, garantido para o governo do Amazonas recordes de arrecadação de impostos. E, agora, para não perder a fama, é campeão recordista em mais uma modalidade: é o “número um” do mundo na quantidade de pistas esburacadas, superando até mesmo a bombardeada cidade de Bagdá, a capital iraquiana tomada de assalto pelas tropas norte-americanas.
Os sistemas de crateras espalhados pelas vias de acesso às fábricas que funcionam a pleno vapor nas duas etapas do Distrito Industrial parecem fazer parte de um megaprocesso inventado pelo governo federal e aceito sem questionamento pelos governos estadual e municipal com o intuito de desgastar o bom nome e a imagem de Manaus e talvez, beneficiar outras unidades da Federação se a infra-estrutura prometida pela Suframa para implantação de indústrias for desacreditada e com isso, desestimulada.
Ninguém sabe explicar – nem mesmo os empresários do PIM – a quem, ou quantos, beneficiaria o fato de Manaus ficar desacreditada e perder indústrias, mas todos são unânimes em reconhecer que não só Manaus, mas também o Amazonas e toda a Amazônia Ocidental seriam prejudicadas com isto.
O fato histórico e incontestável é que o PIM começou a funcionar em 1967 com apenas algumas artérias pintadas de asfalto. Mais tarde, no tempo do prefeito Jorge Teixeira, ocorreu o capeamento do anel viário do DI e mais recentemente, na primeira gestão de Amazonino, ocorreu a primeira grande restauração daquele sistema.
Note-se que essas obras são pagas com dinheiro da Suframa recebido a conta-gotas do governo federal, que demora uma vida para repassar verbas ao Amazonas em virtude da pequena e talvez desinteressada bancada do Estado nas duas casas do Congresso.

Obras de recuperação custarão R$ 40 milhões

Segundo a jornalista Patrícia Zantronho, assessora de Imprensa da Cieam, o “remédio” ministrado pela Suframa para tirar o PIM da buraqueira veio na dose exata e, a curto prazo, as principais vias de acesso receberão obras emergenciais. Depois dessas obras haverá outra bem maior, em médio prazo, que se destina a reconstruir a totalidade da rede viária nas duas etapas do PIM.
Segundo Patrícia, o Cieam recebeu “sinal verde” da Suframa para desencadear um “plano emergencial” destinado a tapar, inicialmente, as crateras de sete das principais vias de rolamento existentes no DI 1 e parte do DI 2. Essas sete vias, são as Avenidas Abiurana, Açaí, Balata, Buriti, Javari, Mogno, Solimões e beneficiará também a Bola da Gillette, por ser esta o entroncamento de algumas das citadas vias de acesso.
Patrícia esclareceu que o custo das ações emergenciais é de R$ 3, 4 milhões. Ela disse, também, que as obras serão executadas pela empresa Mosaico Engenharia. Já as obras de recuperação de toda a malha viária do PIM (etapas DI 1 e DI 2), orçadas, inicialmente, em R$ 40 milhões, serão licitadas provavelmente em junho para começarem  por volta de agosto ou setembro deste ano.
A jornalista acrescentou que apesar de as obras emergenciais haverem começado em fevereiro, logo de início ficou patente que o tipo de asfaltamento usado na região não era adequado às exigências de tráfego pesado das empresas instaladas no PIM.
Diante disso,o Cieam firmou parceria com a Escola Técnica Federal de Manaus (Cefetam), para efetuar testes capazes de apontar os tipos de revestimento das estradas do PIM, assim como o embasamento, escoamento de águas, etc.
“Será um serviço bem feito”, esclarece Patrícia, que acrescenta: “daí a demora na realização desses trabalhos emergenciais que, também, foram prejudicados pelas fortes chuvas deste ano mas que, de qualquer modo, deverão estar concluídos em junho próximo.”
Patrícia fez questão de destacar, ainda, que todas as dúvidas sobre a operação tapa-buraco nas ruas do Pólo Industrial de Manaus podem ser dirimidas através do site http://www.obrasdistitoindustrial1.com.br.  “Neste, as informações  estão “completinhas da silva”, com vídeos, fotos, detalhes e atualizado todas as semanas.”

Alerta vermelho!

Felizmente, o Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam), conforme comentou o presidente da entidade, empresário Maurício Loureiro, executivo da Technos da Amazônia, interveio, fazendo soar o “alerta vermelho” e exigindo providências da Suframa.
E deu certo. Através do Ministério do Interior, a Suframa conseguiu recursos não só para a tapagem emergencial de buracos, mas também para a completa reestruturação em toda a malha viária nas duas etapas do PIM (DI 1 e DI 2).

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